sábado, 31 de dezembro de 2011 1 comentários

Feliz 2012!


terça-feira, 27 de dezembro de 2011 9 comentários

Amores Possíveis

Vou ser contaminado com amores futuros,
Diante do que estou vivendo agora;
Saberei distinguir amores possíveis.
Quando alguém que me faz bem,
deixar de me fazer tal bem;
Suavizarei meus pensamentos;
Com lembranças e momentos.
Totalmente adoecido em sentimento.
Curarei meu coração com amores futuros,
Identificando amores possíveis.
Experiencia em ter você,
No momento é tudo perfeito,
Já daqui a tempos; tudo será exagero.
Longe de mim querer você para sempre,
Apenas eternizarei enquanto for durável.
Identificando assim; se esse nosso amor é possível.


(Danilo Henrique)
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Confusão



Eu simplesmente sou assim; inconseqüente. Amo você...
Não precisa me olhar nos olhos, melhor vir falar comigo, deixar eu me explicar;
Não sou ruim, são apenas meus gestos;
Eu amo você; e sabe-se lá o que é isso?

Para que existiria beleza?
Para enfraquecer os fracos, os ignorantes,
Para mim enfraquecer é claro!

Prefiro que não jogue comigo, seja sincera, 
Não estou em condições de me aproveitar, por que amo você...
Eu penso em você como se pensa em anjos;
E sabe-se lá, que pensar é esse?

Para que enfrentar olhares diretos?
Para enfraquecer o oponente, talvez um adversário,
Para mim enfraquecer é claro! 

Ao fim prova-se que a guerra está perdida;
Não sobra espaço pra escapar do que está obvio e concreto.
Me torno fraco, ignorante, oponente e adversário;
Desse amor que não se sabe de onde vem?

(Danilo Henrique)

domingo, 18 de dezembro de 2011 3 comentários

Carta de Afeição!


Escrevo-te para que saibas, que nosso afeto não aconteceu por acaso, em momento nenhum.
Deduzo que as coisas não acontecem a toa, pelo menos não foi nosso caso. A cada instante está acontecendo alguma coisa em algum lugar, e a cada acontecimento, uma estrela nasce, surgi um brilho novo. E nesse pequeno âmbito, meu raciocínio diz que nossas estrelas foram puras e inocentes, comuns ao meio de tantas outras, e vão permanecer assim, lá em cima, onde sonhamos estar um dia; servindo de exemplo para as outras que vão nascer e orgulho para as que vão morrer. 

No futuro, em noites comuns, eu irei olhar para o céu e automaticamente me lembrarei de você, de pessoas que tive, de pequenas estrelas que não passaram só por passar. Eu estarei  satisfeito com tudo, com todos e comigo. Mesmo sabendo que o inevitável à de chegar, eu estarei maduro o suficiente para compreender que nem tudo é perfeito, eu estarei ciente de que momentos perfeitos nossa memória não deixa escapar, eternizando assim uma pessoa, uma luz singular, uma estrela comum.

Quando permitem, eu simplesmente gosto, entro em inércia, pego afeição; e a verdade aparece devagar, sem pressa, de forma natural. O total deixa acontecer algo que já estava alinhado, pré-destinado.

A única certeza que tenho sobre isso, é de que nada é por acaso, as coisas fluem, acontecem, as pessoas se cruzam e se deixam escapar, se deixam esmaecer. Tudo que se pode ganhar com sorte, é preferível que não se perca por azar. Sei bem o que tenho, conservo de baixo dos olhos, preservo o mais fundo possível. Gosto de manter bons focos, bons pensamentos. Eu quero apenas que aceite o que transmito, pois se tornou obviou, quero que deixe preservado de forma branda, tranqüila, quero que saiba distinguir se vale a pena me deixar passar só por passar ou mi preservar simplesmente pelo fato de gostar.

(Danilo Henrique)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011 9 comentários

Egoísta



A evolução social está corrompida.
A natureza busca evolução, enquanto nós pessoas, buscamos velocidade. Em meias palavras, socialmente falando, na natureza não existe pressa, enquanto nós, estamos, e queremos estar, mais rápidos, mais velozes. Por se tratar de algo natural, a natureza cuida de um todo, a natureza cuida de um geral, da peça fundamental que ostenta a vida. Nós, por outro lado, cuidamos de um geral pessoal, um total singular, nosso, o máximo indivisível possível, pois é natural a nós, sermos dessa forma. Então volto ao raciocínio do inicio, onde estamos naturalmente sendo mais rápidos, estamos socialmente mais amplos, mais viciados, estamos mais corrompidos.

Não se torna inimaginável, se pensarmos por exemplo em desigualdade. Naturalmente não deveria existir, pois na natureza não existe fome, igual a que existe no mundo do homem. Não sou ambientalista, nem tão pouco naturalista, moralista passo longe, mas o fato é que estamos tão corrompidos socialmente, que por termos exatamente esse pensamento de pré-conceito, que você ao ter lido o inicio do texto até aqui, pode ter pré determinado que quem o escreveu é verde e protege os animais.

A verdade é que existe naturalmente dentro de nós, essa idéia, conceito natural e automaticamente social de querermos mais, queremos estar a frente de forma constante e linear, em pleno duelo eterno com nós mesmos. Lutando incansavelmente para chegar ao topo, seja por desejar status ou simplesmente uma vida melhor. É comum a nós, natural agirmos dessa forma, social, capital. E esse topo que a natureza espera com calma e sutileza, nós buscamos natural-mentes de forma mais rápida, eficaz, egoísta; uma competição inacabada, sem chegada. Provando assim que ao ler a frase do inicio desse texto, ela irá se tornar para você leitor, um total fundamento.  

(Danilo Henrique)  
domingo, 4 de dezembro de 2011 16 comentários

De Mais Ninguém

De Mais Ninguém
por: Marisa Monte

Se ela me deixou a dor,
É minha só, não é de mais ninguém
Aos outros eu devolvo a dó
Eu tenho a minha dor
Se ela preferiu ficar sozinha,
Ou já tem um outro bem
Se ela me deixou, A dor é minha,
A dor é de quem tem...

É meu troféu, é o que restou
É o que me aquece sem me dar calor
Se eu não tenho o meu amor,
Eu tenho a minha dor
A sala, o quarto,
A casa está vazia,
A cozinha, o corredor.
Se nos meus braços,
Ela não se aninha,
A dor é minha, a dor.

Se ela me deixou a dor,
É minha só, não é de mais ninguém
Aos outros eu devolvo a dó
Eu tenho a minha dor
Se ela preferiu ficar sozinha,
Ou já tem um outro bem
Se ela me deixou,
A dor é minha,
A dor é de quem tem.

É o meu lençol, é o cobertor
É o que me aquece sem me dar calor
Se eu não tenho o meu amor,
Eu tenho a minha dor
A sala, o quarto,
A casa está vazia,
A cozinha, o corredor.
Se nos meus braços,
Ela não se aninha,
A dor é minha, a dor.


Interpretação
por: Danilo Henrique

De Mais Ninguém, é muito mais poesia que própria musica. Marisa, na maioria das musicas consegue fazer um poema com melodia, que na minha opinião, é muito mais difícil que simplesmente fazer uma musica propriamente dita; onde ela faz que em torno do poema exista uma historia, um conto. 

Normalmente um poema traz uma bagagem de quem o fez, que você por sua vez, absorve como próprio o sentimento alheio que ela quer proporcionar. Poemas assim, são na minha opinião difíceis de não serem apreciados.

É triste como na maioria, mas ainda muito inteligente que deixa o triste de lado, onde você que o lê acha o personagem central maduro a ponto de acreditar que ele ainda esteja melhor do que quem o deixou assim.

Por que no final das contas, a pessoa para sentir dor, como ela descreve no poema, é por que ela tem uma afeição muito forte por esta pessoa, onde deixa claro que foi deixada, e a felicidade da outra pessoa é muito mais importante, deixando ela escolher se prefere ficar sozinha, ou encontrar um outro bem, transparecendo no trecho, "Se ela preferiu ficar sozinha, ou já tem um outro bem, A dor é minha, A dor é de quem tem". 

Ela ainda deixa a solidão evidente, como para a maioria dos poetas é a inspiração que mais proporciona belos textos como "De Mais Ninguém".

Segue o link da Musica para quem queira ouvir.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011 11 comentários

Durante Uma Festa


Era entre 01:30hs e 02:00hs da madrugada, aquela festa estava me entediando. Eram sempre as mesmas coisas; pessoas forçando sorrisos e se cumprimentando sem nem ao menos se conhecerem. Realmente eu preferia estar em casa assistindo a um jornal da noite ou até mesmo um bom filme, invés de estar aqui, nesse lugar. Estava me sentindo meio deslocado, sem companhia. 
É uma dessas festas de alta classe, gente puxando o saco e no final das contas eu tinha que estar ali, poderia me considerar um desses puxa sacos, afinal eu gostaria muito de alcançar a diretoria da empresa e não via outro modo, além é claro de trabalhar muito, era necessário freqüentar ambientes sociais, se destacar meio a tantos outros com interesses semelhantes, para não dizer iguais aos meus.
Ao olhar para vários conhecidos, pessoas familiares, pude perceber a presença de uma mulher linda, sozinha, igual a mim; de cabelos escuros, pela semi-clara, olhar penetrante, um batom quase que da cor da boca e muito atraente. Ela sabia que eu a olhava diretamente mas não se incomodou, retribuiu o olhar de forma sutil e feminina, ao mesmo tempo em que direcionava seus olhos em minha direção contornava a boca da taça com um dos dedos e sorria de lado sem mostrar os dentes, em um ritual que durou poucos segundos, até começar a caminhar em minha direção levando a taça que aparentemente estava com champanhe até a boca e continuando até chegar ao meu lado dando a entender que gostaria de conversar.

- Que tal a gente dar um passeio lá fora e nos conhecermos melhor! – ela disse sem rodeios.

Eu estava meio a uma guerra pessoal dentro de mim, com álcool na cabeça e sensações em conflito. Foi muito rápido e provavelmente um jogo de interesses, afinal eu não era ninguém na festa, apenas um funcionário que acompanhava seus “amigos de trabalho” em um evento social, a minha presença não era nada de mais. Ela simplesmente sorriu me olhando nos olhos, certa de que eu iria aceitar seu convite; claro que não recusei. Não me deparo com situações iguais a esta todos os dias, eu tinha que acompanhar aquela mulher.

Fomos até a varanda do lugar, que tinha uma bela vista da entrada principal, com aquele portão grande e alto, arvores bem cuidadas contornando a via de acesso até a mansão, um gramado em volta e até uma fonte que ficava em frente à entrada principal, alguns carros de luxo estacionados ao lado e ao redor da via de acesso. O lugar não deixava o bom gosto a desejar, fazia jus a pessoas que ali estavam.
Ela ficou encostada no parapeito com um dos cotovelos, enquanto a outra mão segurava aquela taça de forma delicada e experiente. Eu fui o primeiro a falar, perguntado seu nome, claro.
- Eu prefiro conhecer as pessoas primeiro, para depois saber se são agradáveis o bastante para saberem meu nome – disse assim que acabei de fazer a pergunta.
- Pois qual seria o motivo de tanto mistério - perguntei.
- Nada com a sua pessoa, apenas me sinto melhor se for assim, tudo bem? – Ela disse isso de forma simpática e com o tom de voz sutil que nem aparentou esnobe. Pelo fato de estar ali naquele ambiente. Eu confesso que logo imaginei a filha de algum dono de alguma multinacional, sem sal e sem açúcar, portadora apenas de uma beleza atrativa, nada mais.
Eu fiquei sem muita opção, pois estava em uma situação difícil, sozinho com aquela garota, sem assunto e sem intimidade o suficiente para quebrar o gelo. Olhei para o relógio, 03:00hs, a festa não estava mais tão animada assim, algumas pessoas já haviam ido embora e começava a aparecer os que tinham bebido de mais, falando e rindo alto, com as gravatas afrouxadas e os copos sempre cheios.
- Você não é muito fã de festas assim, estou certa? – perguntou ela.
- Na verdade não, venho por que preciso sabe. – a conversa começava a fluir e nós perdemos alguns momentos se conhecendo, dialogando. Eu não podia entender o interesse dela em mim. Eu não era rico, não tinha influencia e nem status. Fiquei em conflito interno, com o pensamento no real motivo daquela linda garota se interessar em minha pessoa. Mas no auge da conversa, analisando a situação, achei melhor aproveitar, deixar acontecer e passar a pensar menos e fazer mais.
- Hoje a noite está linda, você não acha? – comentei.
- Tem razão, a noite está perfeita – ela apoiada no parapeito olhando para o alto continuou.
- Você sempre vem a estas festas? – perguntei.
- Sim, sempre que posso!
- Estranho, eu também tenho o costume de estar sempre presente, mas nunca te vi – completei.
- Você é muito distraído – ela disse me olhando e colocando o cabelo atrás das orelhas - Eu sempre vejo você, cumprimentado pessoas, bebendo seu Martini e olhando no relógio a cada meia hora.
- Verdade!? – Eu disse totalmente espantado. Logo eu, detalhista e observador não tinha reparado tamanha beleza me observando, se prestando a me analisar e tomar a liberdade de vir até mim, com interesses que só Deus sabe. Realmente tinta sido o ponto alto da noite e não ia ser superado fácil.
- Você sempre esteve preocupado em agradar os outros, em esperar o tempo passar para poder ir embora, que não se prestou a alguns detalhes. – ela me surpreendia a cada palavra proferida, era difícil imaginar aquela mulher, bebendo aquele champanhe e se dando ao capricho de estar me observando.
Ela deixou sua taça em cima do parapeito, me olhou, deu um sorriso, e chegou bem perto. Um pouco mais baixa que eu, mas muito pouco devido ao salto alto. Dessa vez foi até meu ouvido e disse baixinho.
- Por que você não me beija?
Eu já não sabia o que fazer, estava meio a um bombardeio de situações e pensamentos que por final não me ajudaram em nada, era surpreendido a todo instante. Ela então direcionou seu olhar para meus lábios e fez o que eu queria ter feito assim que a vi. Me beijou, de forma romântica e sexual, um beijo memorável acompanhado de um perfume suave, uma pele macia, uma verdadeira conquistadora. Eu com as mãos na sua cintura, pode sentir sua respiração mais forte. Assim que decidiu parar, abaixou a cabeça e foi até sua taça de champanhe que estava vazia.
- Vou buscar mais champanhe, você quer alguma coisa?
- Não obrigado. Posso esperar você aqui? – perguntei.
Ela não disse nada, só deu um sorriso, pegou a taça e foi em direção a festa que já não estava tão cheia assim. Enquanto eu fiquei ali parado, pensando no rumo que as coisas tomariam; no final das contas aquela festa aparentemente chata e sem graça, havia virado umas das melhores que já fui.
Olhei no relógio e já havia se passado um bom tempo, desde que ele entrou para buscar sua bebida. Olhei para o salão, pouquíssimas pessoas e garçons já não estavam servindo. Procurei no salão com os olhos, não estava lá. Eu devia ter adivinhado, ela foi embora na mesma hora em que disse que buscaria o tal do champanhe.
Para mim não restava muita opção, não sabia o nome dela, ou qualquer outra coisa que pudesse me levar até ela. Achei melhor ir para casa, assistir o jornal da noite.

(Danilo Henrique)
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Injeção Letal



Em tempos de guerra, serei soldado
Em vidas passadas fui idolatrado
Hoje vou ser condenado,
Sem ao menos ser lembrado
Conseguiria de um modo entender dores?
Interpretaria de um ângulo, amores?

Serei Soldado para minha mente
Lembrando como algum indigente
Obviamente algum tipo de doente
Consolaria falar sobre o seu dia
Mudaria opiniões se acaso conhecesse minha rotina
Talvez só mais um estranho na neblina

Eu que quase sempre fui ao cinema
Fantasiando os momentos de plena riqueza
Lutando para conquistar minha nobreza
E se em tempos de guerra fui soldado
E nas minhas vidas passadas idolatrado
Não me identificaram, sou só mais um condenado

De certo modo posso entender dores
E em certos ângulos até amores
Não fui alterado, mesmo no tempo de soldado
E hoje de certa forma procuro ser lembrado
Constantemente nobre e inconseqüente, um amor inconsciente...

(Danilo Henrique)
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Anos 90


As vezes começamos do jeito errado, mas no final o otimismo permite, nos ajuda a continuar a busca pelo certo, sempre com uma gota a mais para beneficio próprio é claro, sorrindo enquanto outros choram. O ideal seria pensar em todos de forma plaina, igual, e não como em uma balança. A verdade é que isso não acontece, podem-se haver casos, claro, as exceções ainda existem e no mundo real isso é apenas uma mera coincidência.
O ideal é começar pelo começo, o principio na maioria das vezes pode ser incerto, e isso acaba se tornando um enigma. Mas reforçando o pensamento, buscando lembranças, consigo buscar sentidos. Acredito que tenha sido pelos meus quinze anos. A era das flores adolescentes, hormônios, lagrimas, angustias, sorrisos, olhares, onde tudo é um ápice de emoções, de descobertas, enfim; no final das contas existe uma senhora culpada e causadora de todos esses transtornos juvenis, e essa tinha um nome fascinante e atraente como a própria, singular e original, eu particularmente adorava, gostava, achava perfeito para seu rosto e seu humor que acompanhava lindos cabelos loiros e sutilmente lisos, definitivamente atraente, bastante atraente. Poderia pensar que apenas a achava tão perfeita, mas não, de jeito nenhum, ela sempre havia sido muito cobiçada, por olhares que  cruzavam seus olhos nos corredores estreitos da escola, na sala de aula, onde eu mesmo me pegava fazendo isso, vivia a observar seu nariz pequeno, sua boca rosada, queixo fino, bochechas levemente avermelhadas pelo fato de viver sorrindo, dentes a mostra; brancos. Suas bochechas tinham aquele furinho por assim dizer charmoso, definitivamente era um charme, e o melhor de tudo, lindos e sublimes olhos verdes, grandes, vivos, sempre atentos. Retribuía olhares a quem conquistasse sua atenção, permanecendo com este vidrado até a desistência daquele que teimava em continuar olhando, gostava de jogar, sabia o poder que tinha e sabia usa-lo. O melhor disso é que a gente tinha uma amizade, tinha algo até mais que isso, num sei o real motivo de não ter dado em nada. Meus estranhos hábitos; sempre tímido e demonstrando que estaria ali na hora em que ela precisasse, acredito que foram colaboradores, talvez a mesma idade atrapalhasse também; mulheres são sempre mais velhas psicologicamente que os homens nessa fase, isso é fato. Talvez pensasse que eu fosse infantil ou apenas um amigo e nada além disso, sendo que também existe aquela “magia” que faz a gente imaginar que a adolescência nunca vai acabar, que sempre vão existir amores, olhares, falta de preocupação e falta de tomar iniciativas. Dentre todos esses episódios, o que mais me interessa é que nós nunca tivemos nada, nem um romance ou quem me dera; um simples e inocente beijo. Apenas uma coisa suprima todo o resto, que a meu ver era especial e só se consegue sentir nessa fase; a sensação única e singular de “gostar de alguém”, sentimento inocente e novo que só vem uma vez. Não há cobrança ou ciúmes, apenas vontade de estarmos perto, isso supre o desejo de algo mais.
A lembrança é muito agradável, nos ajuda a recordar não só de momentos ou pessoas, mas de sentimentos e modos que não se sente quando se está consolidado ao um novo meio de vida.
A verdade é uma só; essa foi à maneira que deixei uns dos meus mais inocentes amores ir embora, sem malicia ou pretensão, apenas por que tinha que ser assim, junto dela eu deixei os meus vídeos games, meus amigos de sala de aula, meu quarto, meus CDs, minha bicicleta dentre tantas outras coisas que o tempo absorve. Não é evidente o que devemos de fato estar fazendo em relação a isso pois quando nos damos conta, só estamos com saudade, e mais nada. No geral; o passado no fundo deixa as pessoas mais felizes, não é só dela que sinto falta, ou do primeiro olhar que trocamos meio aos corredores da escola, é de um todo, de uma época, que no meu pensamento foi exclusiva.
A nostalgia é o sentimento mais agradável que consegue sentir; deixa uma felicidade frágil e levanta um sorriso no rosto casando pelo tempo. Confesso que se eu pudesse, daria essa infância para meus filhos.

(Danilo Henrique – 31/10/2010)

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Depois de Tudo



Sem mais a acrescentar, e a adquirir
O Homem acaba assim, como quis
Meio ao mundo, no final de tudo
Pensativo, incompleto, insatisfeito,
Logo faz o que sempre fez, e por vez
Acaba por acabar sem tentar, sem arriscar
A dor ainda é boa, é divina, machuca, faz ferida
O Homem acaba sem graça, sofrido, incompreendido
Arruma paixões mentirosas, esquece quem foi,
Natural ordem das coisas, no final são todos iguais
Um resto, sem muito uso, consumista, ignorante
Por mais que reflita, o presente lhe mostra
a imperfeição das atitudes, o caminho traçado
O Homem acaba, mas ainda vivo, como uma arvore
Parado, imóvel, pensativo,
Perplexo por reconhecer onde está, familiarizado
Triste por saber que tudo foi feito por ele mesmo...
Conquistou o que menos apreciava.
O holocausto dos pensamentos, a morte da vida
Por assim dizer... a solidão!.

(Danilo Henrique)
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Sinta Mais


Ao refletir sobre um total,
fico de frente ao algo apenas imaginável,
Não seria certo achar que um tudo já existe,
Que está presente sobre nossos pés.
Não se pode ter tudo...
pois o tudo ainda não está disponível.
Saliente o que deseja, para poder buscá-lo.
Pois existem inúmeros desejos,
Cada qual com seu necessário agrado,
direcionado para a auto satisfação.
Como seria viver sem buscas?
Como seria buscar sem saber?
Como seria saber sem poder ter?
O mundo gira, e com ele,
idéias, desejos particulares.
Saiba desejar, saiba buscar,
Não passe apenas por passar.
No final terá sorrisos, satisfação.
Se complete adquirindo aquilo que te falta.
Vá e leve contigo, sorrisos, agrados e mimos
Mostre mais, para verem mais.
Acabo por descobrir que o todo existe...
Particular de cada um.
Por mais que digam o contrario,
A vida realmente vale a pena.



Danilo Henrique

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