quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Depois de Tudo



Sem mais a acrescentar, e a adquirir
O Homem acaba assim, como quis
Meio ao mundo, no final de tudo
Pensativo, incompleto, insatisfeito,
Logo faz o que sempre fez, e por vez
Acaba por acabar sem tentar, sem arriscar
A dor ainda é boa, é divina, machuca, faz ferida
O Homem acaba sem graça, sofrido, incompreendido
Arruma paixões mentirosas, esquece quem foi,
Natural ordem das coisas, no final são todos iguais
Um resto, sem muito uso, consumista, ignorante
Por mais que reflita, o presente lhe mostra
a imperfeição das atitudes, o caminho traçado
O Homem acaba, mas ainda vivo, como uma arvore
Parado, imóvel, pensativo,
Perplexo por reconhecer onde está, familiarizado
Triste por saber que tudo foi feito por ele mesmo...
Conquistou o que menos apreciava.
O holocausto dos pensamentos, a morte da vida
Por assim dizer... a solidão!.

(Danilo Henrique)

2 comentários:

Taciana de Fátima Oliveira disse...

Belo!

Borboleteando disse...

Oii!
Passando para lhe agradecer a visita...
Gostei muito de tudo que li...
Vou fazer pousada por aqui.
Bjos, ótima sexta

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