domingo, 24 de março de 2013

A Servidão Moderna, de Jean-François


Posição sobre o documentário
A Servidão Moderna, de Jean-François

O consumo excessivo das massas e o domínio capital sobre o poder público, nada mais é que reflexo da nossa capacidade natural de estar no topo da cadeia alimentar. A mercadoria porém; é o combustível para o capital gerar mais combustível, ou seja; mais mercadoria. Em um ciclo interminável que gerará o nosso fim por falta de meios para conseguirmos mais matéria prima e assim suprir nossas necessidades desnecessárias. Somos reféns da nossa causa e causadores da nossa extinção.
A desigualdade causada pela má distribuição de renda e consumo excessivo de uns perante outros é simplesmente reflexo dessa natureza, contudo, nenhuma natureza terrestre é tão desigual quanto à do homem, talvez por ser muito mais competitiva e violenta que qualquer outra.
Os meios nos trazem o que consumir e esses meios são fator principal nessa corrida... “sem pódio ou beijo de namorada...” O radio, carro, televisão, computadores e celulares são os principais meios de comunicação, permitindo que as mercadorias cheguem até nós seja de qualquer lugar da terra, facilitando até mesmo o transporte material, visual e digital dessas mercadorias. As publicidades governamentais, privadas ou sem fins lucrativos, nada mais são que formas de avisar, informar e por que não conscientizar aqueles que estão retardatários dentro dessa competição. A igualdade, assim como tratou o documentário, talvez nunca seja solucionada e alcançada, entretanto, da mesma forma que os meios de comunicação ajudam nos transportes de mercadorias e produtos, eles também ampliam o conhecimento e avisam que situações de extrema pobreza existem e estão por todo o mundo, possibilitando e por que não, uma busca para que isso tenha fim.
Resta então questionar apenas se a felicidade de que tanto se fala está sendo buscada ou se quer alcançada. Em minha opinião, não se trata de felicidade ou querer estar feliz, pois essa  felicidade nada mais é que uma mercadoria, igual a que o documentário está taxando de condenatória e superficial, tentando vende-la da mesma forma que a condena. Escravo ou não, nós somos singulares e queremos uma fatia do bolo.
Apesar da nossa singularidade e egoísmo, somos seres coletivos e isso ainda é a forma mais eficaz de nos mantermos vivos, por isso a busca incessante por mais mercadorias continuará, mais rápida e quem sabe mais eficaz, podendo levar mais para quem tem de menos.
O poder não deve ser conquistado, ele já é nosso.

“Revolução eu fazer de maneira diferente, tiro o ódio do coração e tenta usar mais a mente”, Stab - Planet Hemp


Um comentário:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

A comunicação social parece que consegue dominar as massas e transformá-las em pessoas insatisfeitas. Todos buscam uma saída para as crises políticas e sociais. Procuram cada vez mais coisas que os realizem e lhes tragam conforto...

Perdemos em cada dia o próprio bem estar pelos noticiários e pela movimentação de massas e capitais em busca de mais bens de consumo(?)

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