Posição sobre o documentário
A Servidão Moderna, de Jean-François
A Servidão Moderna, de Jean-François
O consumo excessivo das massas e
o domínio capital sobre o poder público, nada mais é que reflexo da nossa
capacidade natural de estar no topo da cadeia alimentar. A mercadoria porém; é o
combustível para o capital gerar mais combustível, ou seja; mais mercadoria. Em
um ciclo interminável que gerará o nosso fim por falta de meios para
conseguirmos mais matéria prima e assim suprir nossas necessidades
desnecessárias. Somos reféns da nossa causa e causadores da nossa extinção.
A desigualdade causada pela má
distribuição de renda e consumo excessivo de uns perante outros é simplesmente
reflexo dessa natureza, contudo, nenhuma natureza terrestre é tão desigual
quanto à do homem, talvez por ser muito mais competitiva e violenta que
qualquer outra.
Os meios nos trazem o que
consumir e esses meios são fator principal nessa corrida... “sem pódio ou beijo de namorada...” O
radio, carro, televisão, computadores e celulares são os principais meios de
comunicação, permitindo que as mercadorias cheguem até nós seja de qualquer
lugar da terra, facilitando até mesmo o transporte material, visual e digital dessas
mercadorias. As publicidades governamentais, privadas ou sem fins lucrativos,
nada mais são que formas de avisar, informar e por que não conscientizar
aqueles que estão retardatários dentro dessa competição. A igualdade, assim
como tratou o documentário, talvez nunca seja solucionada e alcançada, entretanto,
da mesma forma que os meios de comunicação ajudam nos transportes de
mercadorias e produtos, eles também ampliam o conhecimento e avisam que
situações de extrema pobreza existem e estão por todo o mundo, possibilitando e
por que não, uma busca para que isso tenha fim.
Resta então questionar apenas se
a felicidade de que tanto se fala está sendo buscada ou se quer alcançada. Em
minha opinião, não se trata de felicidade ou querer estar feliz, pois essa felicidade
nada mais é que uma mercadoria, igual a que o documentário está taxando de
condenatória e superficial, tentando vende-la da mesma forma que a condena. Escravo
ou não, nós somos singulares e queremos uma fatia do bolo.
Apesar da nossa singularidade e egoísmo,
somos seres coletivos e isso ainda é a forma mais eficaz de nos mantermos
vivos, por isso a busca incessante por mais mercadorias continuará, mais rápida
e quem sabe mais eficaz, podendo levar mais para quem tem de menos.
O poder não deve ser conquistado,
ele já é nosso.
“Revolução eu fazer de maneira
diferente, tiro o ódio do coração e tenta usar mais a mente”, Stab - Planet Hemp

Um comentário:
A comunicação social parece que consegue dominar as massas e transformá-las em pessoas insatisfeitas. Todos buscam uma saída para as crises políticas e sociais. Procuram cada vez mais coisas que os realizem e lhes tragam conforto...
Perdemos em cada dia o próprio bem estar pelos noticiários e pela movimentação de massas e capitais em busca de mais bens de consumo(?)
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