sábado, 24 de março de 2012 2 comentários

Como julgar o belo?



No curso de Publicidade e Propaganda, em uma aula de "Estética e Cultura de Massa", o professor Fabio tenta nos explicar o que é "beleza". De onde vem a opinião certa e reta para julgar algo que aos olhos de alguns, não passa de mera bobagem e perca de tempo. E explica que; conforme Kant, a beleza da estética não se trata de algo pessoal ou especial, singular que cada um tem dentro de si, mas generaliza o fato de carregarmos conosco, um fundamento de beleza e bom gosto comum a muitos, geralmente aos que te rodeiam e fazem parte do seu circulo social ou cultural.


Indagando o fato de sermos levados por musicas, filmes, culturas regionais e mundiais, podemos discutir sobre o gostar e o não gostar, simplesmente pelo fato de que somos influenciados por tudo e todos, mas ainda assim cada um tem dentro de si, um sistema particular de julgamento. O que leva uma maioria do setor da musica ou ainda artística, dizer se aquela musica é boa ou se aquela musica tem estrutura harmônica e regência perfeita para uma orquestra, mas ainda assim falta estrutura para seguir a tendência do mercado; quem lhes deu esse direito? Como analisar um gosto, um sentido, um suspirar ao ver ou se deparar com algo que lhe traz um sorriso aos olhos.


Como não satisfeito, o professor dispara a pergunta aos alunos e espera uma resposta à altura de Kant, ou ainda se for possível, melhor. Possibilidades pequenas de alguém naquela sala de aula dizer algo que satisfaça os ouvidos do professor. Na verdade o que acontece são questionamentos sobre como julgar e como avaliar o verdadeiro valor de uma obra de arte, ou a beleza arquitetônica de uma casa no meio da cidade e até uma simples cor de roupa na tendência do momento. Refaço a pergunta; como distinguir bonito e feio? Como julgar precedentes e como não fazer a avaliação errada?


Voltando a aula. Fica a questão como sendo a primeira e única pergunta da prova; como avaliar a beleza estética? O porquê se ser belo? Qual o motivo para se achar que borrões de tinta em uma pintura abstrata, podem chegar a valer milhões?


Ao entendimento particular e pessoal, digo que; não se julga algo sozinho, existe um reflexo histórico e social em torno das nossas decisões, incontrolável e inevitável. Tudo o que fazemos, é avaliada com antecedência, há o consentimento de algo maior e soberano, desde os tempos da vida que perpetuarão até os da morte.


O que vai se ampliando precisa de espaço, por isso, quanto mais e mais passam a aceitar ou abordar certos temas, eles passam a ser mais vistos, conseqüentemente se espalhando, até chegar às grandes massas. Pode-se ter como exemplo, o Funk; com toda a sua negligência, ainda se propaga meio as criticas, chegando até um vestiário de um campo de futebol, onde é dançado por um famoso jogador de futebol, e esse, é visto por milhões de pessoas que gostam dele e sendo assim, seguem a tendência, (com a ajuda da mídia lógico), passam a gostar da musica, simples assim, ou a musica de fato é boa, tem conteúdo social e cultural, por isso, tem todo direito de fazer sucesso.


O oportunismo nessas horas é fatal, olhando pelo lado capital de se enxergar as coisas. O capitalismo impera, e isso não a de se negar, contudo, quem ganha é só quem promove. Deixando mais uma questão; pensando dessa forma, podemos dizer que nossa cultura é ruim, capital-mente falando, somos rico em cultura, mas pobres em "produto interno bruto". Isso conforme os desenvolvidos, que se dão o substantivo de melhores e mais ricos, não pedindo nem quer um palpite para os vizinhos. Sendo eles os maiores exportadores de cultura do mundo; filmes e musicas que atravessam gerações, e não se trata de critica ou especulação, na verdade se trata de admiração. Se analisarmos com coerência, gostamos mais do filmes de fora, admiramos mais as musicas do lado de lá, que queremos chegar até eles, e assim ser um pais desenvolvido, (falei por todos os brasileiros agora, até parece). Não há de se negar que, vendo e comprando a cultura externa, acabamos dando o lucro necessário para que eles continuem a desenvolver pesquisas mais caras, seja na área da saúde ou tecnológica, permanecendo uma questão a ser respondida; gostamos mais deles e achamos que o que eles fazem, é de fato mais belo e talentoso, que é justo que se tornem mais bem sucedidos e possam dizer a palavra final sobre um gosto, uma cultura, ou apenas seguimos a tendência.


Como analisar o contraste da miséria com alegria do povo que vive nela, a mídia mostra pessoas pobres e humildes, mais com um belo sorriso nos lábios e feliz por estar vivo, mas que invejam o sucesso alheio. A questão sobre o que é belo, não pode ser respondida sem outra pergunta, é como uma dizima periódica, existe uma resposta concreta antes da vírgula, mas após ela, mais perguntas são colocadas e inevitavelmente continuadas.


O belo estético das roupas, o melhor automóvel e as obras de arte mais conceituadas e famosas, são de fora, contudo, a avaliação final também é externa, a opinião seria de quem tem mais status ou apenas de quem tem mais estudo; se aprofundou mais sobre o assunto e assim pode dizer com mais serenidade e certeza, sobre o que faz ser tão importante o fato de algo ser tão valorizado, de tal maneira que ninguém pode comprar, pois necessita ficar exposto para todos verem o talento alheio de uma pessoa que passou uma estadia na terra. Geralmente coisas mais velhas e mais raras, se tornam mais caras. Qual o real motivo daquela obra singular ser realizada por aquele artista, naquele período da sua vida, naquele momento em que olhou para a lua e essa lhe rendeu inspiração. Gera curiosidade para deciframos o que se passa na cabeça de um artista, um estilista, arquiteto, design, ou uma pessoa comum que em certo momento teve uma inspiração particular, gerando especulação de quem é curioso e perguntas de quem busca aprender sobre.


De fato, não se pode ter reposta concreta. O belo, quando admirado por muitos sobrevive ao tempo, e conforme vai se afunilando, passa a ser questionável por pessoas que entendem menos sobre assunto e não buscam o conhecimento. Ainda que de forma respeitosa, absorvem, mas não se dão conta da grandiosidade que pode ser um livro, um quadro, ou até uma música que atravessa décadas e sobrevive ao tempo, tornando-se uma raridade de Inestimável valor.


Se aceita o belo, simplesmente pelo fato de não se saber o que é belo. Quando algo é apresentado para alguém que não sabe sobre aquele algo, simplesmente aceita para não se dizer ignorante, e quando pensamos em algo que a maioria diz ser magnífico e uma obra singular, a absorção daquele comentário é imediata, acolhendo para dentro de si como sendo de fato magnífico, afinal, quem sou eu para dizer que não.


No final da aula o professor passa a musica "Bienal" de Zeca Baleiro e Zé Ramalho, como sendo um entendimento a principio ou um estudo sobre o que pode vir a ser belo.     



Desmaterializando a obra de arte do fim do milênio
Faço um quadro com moléculas de hidrogênio
Fios de pentelho de um velho armênio
Cuspe de mosca, pão dormido, asa de barata torta

Meu conceito parece, à primeira vista,
Um barrococó figurativo neo-expressionista
Com pitadas de arte nouveau pós-surrealista
calcado da revalorização da natureza morta

Minha mãe certa vez disse-me um dia,
Vendo minha obra exposta na galeria,
“Meu filho, isso é mais estranho que o cu da jia
E muito mais feio que um hipopótamo insone”

Pra entender um trabalho tão moderno
É preciso ler o segundo caderno,
Calcular o produto bruto interno,
Multiplicar pelo valor das contas de água, luz e telefone,
Rodopiando na fúria do ciclone,
Reinvento o céu e o inferno

Minha mãe não entendeu o subtexto
Da arte desmaterializada no presente contexto
Reciclando o lixo lá do cesto
Chego a um resultado estético bacana

Com a graça de Deus e Basquiat
Nova York, me espere que eu vou já
Picharei com dendê de vatapá
Uma psicodélica baiana

Misturarei anáguas de viúva
Com tampinhas de pepsi e fanta uva
Um penico com água da última chuva,
Ampolas de injeção de penicilina

Desmaterializando a matéria
Com a arte pulsando na artéria
Boto fogo no gelo da Sibéria
Faço até cair neve em Teresina
Com o clarão do raio da silibrina
Desintegro o poder da bactéria

Com o clarão do raio da silibrina
Desintegro o poder da bactéria.
sábado, 17 de março de 2012 2 comentários

Preconceito, Problema Social?

Ray Charles e Stevie Wonder




Um não pode ver o talento do outro. Mas pode ouvir (sentir).


Ambos artistas tem historias de luta e desafios. Não permitindo que um bloqueio visual, atrapalhasse o talento que vem de algum lugar de dentro deles, que ainda nos não descobrimos. 


Quando recordamos de artistas assim, e de outros que fizeram história, coloca-se uma questão em pauta. Julgamos tanto e achamos justos os preceitos que a sociedade nos cede de graça e sem avisar, que esquecemos que artistas como tais, foram evangélicos, drogados, divorciados, negros, homossexuais, boêmios, diferentes e comuns, assim como você e eu. Cada um tem em particular a ideia de julgarmos com antecedência, sem antes notar um talento verdadeiro, sentindo que ele é bem maior que qualquer tipo de pré-conceito, qualquer tipo de julgamento pré estabelecido. 


Nos não ligamos se são gordos ou velhos e se ainda estão vivos. Simplesmente ouvimos a musica e deixamos que ela faça o resto. Um fechar de olhos, um movimento com a cabeça ou um chacoalhar de ombros, tudo indica que estamos gostando e apreciando o talento alheio. E não importa se tudo mostra que foram pessoas problemáticas ou depressivas, nem mesmo se são gays ou prostitutas, no final das contas, não interessa. 


O talento transcende o inevitável e a sociedade caminha para isso. Compartilhar mais, (nem que seja pelo Facebook), é agradável, nós não queremos saber se a pessoa que vai receber,  tem dinheiro ou um carro legal.


Homens com talento, também passam agonias, assim como você que está lendo esse texto. A musica, (ou talento), percorre a quilometragem da terra em tempos que duram vidas inteiras. Uma boa musica não morre, com 20 anos ou ainda que seja, 100 anos, quem dirá um talento que vai muito além disso, se os pensamentos estão presentes desde de os tempos antes de Cristo, talentos estão vivos a muito mais além disso. 


A sociedade aceita ao longo que os anos vão se passando. A menos de um século atrás, um cantor de qualquer gênero, não se apresentava para públicos negros e brancos se estivessem juntos, na mesma área, acredita? Isso a pouco tempo atrás, caso o cantor Rai Charles, não se negasse em realizar um show com publico apenas para brancos, talvez isso ainda permutaria por alguns anos, mas acabaria, assim como escolas apenas para meninos ou meninas (em alguns países ainda existe), como a ideia de extinção dos judeus, a mulher no mercado de trabalho, a escravidão, a caça as bruxas, e se formos voltando, vai haver muitas outras, uma hora é inevitável, a sociedade precisar mudar. Quando somos em maior numero, percebemos que talvez aquela seja a melhor forma de evoluir, acredito eu que não há de prosseguir  problemas sociais, religiosos e sexuais, não podendo negar que ainda permanecerá por muitas gerações.


Como na musica, o talento vem de pensamentos, pensamentos esses que são invisíveis a visão. Não vemos melodia, mas sentimos, (por isso escolhi o vídeo acima) e o sentimento que está além de tempo e espaço, é simplesmente querer bem de alguém, compartilhar algo, (como no Facebook), nos gostamos disso, somos sociáveis o suficiente para vermos (sentirmos) que ser social, não é ser de uma tribo, torcer para um time, ser de uma etnia ou ainda uma religião contraria. É somente a busca natural de melhorarmos em conjunto. 


Se continuar assim, no final, quando a sociedade estiver uniforme, (se isso vier a acontecer), os seus filhos, netos e bisnetos, poderão vir a ser, o que os velhos chamam hoje de; pessoas que não tem "vergonha na cara", os de meia idade chamam de; "puta ou viado", e a gente, se não tivermos dependendo da bagagem social, podemos pensar que; "são só pessoas modernas".

terça-feira, 13 de março de 2012 1 comentários

O Preconceito Existe?


segunda-feira, 12 de março de 2012 4 comentários

Sonhando Acordada



Ela encontrava-se deitada em sua cama e por conta disso, refletia sobre o dia que acabará de acabar. Questionava-se sobre um fato ocorrido algumas horas antes; onde por falta de dinheiro, acabou não obtendo aquilo que queria. Era algo que ela própria julgava importante, e por conta disso, tratava aquilo como um problema. Com as mãos sobre o peito e a cabeça sobre o travesseiro, refletia em possibilidades de ficar rica, situação essa que ela avaliava importante. Pensava em contas atrasadas e sua preocupação dilatava seu sono, fazendo com que olheiras aparecem ao longo de várias noites perdidas. Sonhava em viajar, fazer compras, conhecer pessoas e ser alguém na vida, almejava isso como sendo algo que não podia fazer falta na sua ainda curta vida até o momento. Lógico que ela, sempre educada e esforçada já tinha renda, tinha um salário e vivia bem com suas contas que não eram tão atrasadas assim. 

Revirava-se na cama e olhava para o rádio-relógio que se encontrava no criado mudo. Havia ganhado o aparelho de um namorado antigo, lembrava dele quando via o relógio, mas isso não a perturbava, gostava de chamar-lo de relógio do ex-namorado. Dava nome para as varias situações que passava. Aquela situação em particular, que estava passando naquele momento, chamava de; "sonhando acordada". Ali no seu quarto, com paredes brancas e frias, se imaginava em viagens, lugares e passeios que eram seu ponto de fuga. Seus pensamentos a levavam até paisagens e roupas que poderia vir a ter se a caso conseguisse o tal do dinheiro. 

Trabalhava em um escritório de contabilidade, não era formada, mas seus muitos anos no trabalho lhe proporcionaram conhecimento no ramo. Sempre disposta e pontual, não perdia um dia se quer do trabalho. Detestava ter que ir a um compromisso que não fosse aquele que ela havia se acostumado a fazer. Não se consultava com médicos, não almoçava fora e não levava o carro para a revisão já há algum tempo. Sua rotina era a mesma há alguns anos, contudo, ainda gostava de realizar a árdua tarefa de levantar cedo, tomar seu café preto e dirigir até o trabalho, sempre pelo mesmo caminho é claro, já havia feito às contas, e o caminho que percorria todo santo dia era mais econômico e mais rápido também. Os "bons dias" que desejava, eram sempre para as mesmas pessoas; o radialista da estação que ela escutava dentro do veiculo, seus companheiros de escritório e os clientes que adentravam o estabelecimento durante toda a manhã.

O rádio-relógio iluminava o quarto de forma suave e aceitável, auxiliando assim sua visão que conseguia ver um pouco do chão e também do seu guarda-roupa com uma das portas abertas. Faltava coragem para levantar e fechar.

Já era tarde, e seu sono tinha resolvido ficar ausente naquela noite. Rolava na cama, analisando varias maneiras de conseguir dinheiro extra, afinal, o tempo corria e uma frase que ela sempre estava acostumada a dizer para si mesma, como uma forma de filosofia pessoal, adotada por ela mesma inconscientemente; "o mundo gira, e não podemos nos dar ao luxo de ficar parado, esperando o tempo passar". Essa frase estava presente nos seus pensamentos, ela se cobrava pelo fato de dormir, tempo esse que ela poderia estar fazendo algo para ganhar dinheiro, em vez de simplesmente dormir. Raciocinava sobre aquela frase pessoal e admitia que o stress havia tomado conta do seus dias. Sua cobrança com si própria era evidente e preocupante. Cobrava-se tanto que se esforçava para ser a melhor em tudo o que fazia. No trabalho, afazeres domésticos, no transito, ela não perdia horários e compromissos, havia uma ânsia em ser competitiva, e essa ânsia era o motivo pelo qual ela estava sozinha, somente um rádio-relógio lhe fazia companhia aquela noite, assim como tantas outras. A solidão não a incomodava, pelo menos não incomodava tanto como a idéia de ficar rica. Julgava o dinheiro proprietário de coisas como: companhia e felicidade, coisas que poderia obter a qualquer hora em qualquer lugar se tivesse o tal do dinheiro. Mas ainda assim admitia uma certa falta de calor humano. 

Finalmente quando pega no sono, acaba sonhando com os pensamentos que reviram sua cabeça, como em um passe de mágica, ela consegue se observar no meio de pessoas com sorrisos forçados e bajulação evidente para com a sua pessoa, como se ela fosse portadora de algo que chamasse a atenção dos outros, algo que ela sabia o que era. Nesse momento, dentro do seu quarto, em sono já profundo, um sorriso real e discreto se forma em seu rosto, procedente de um suspiro leve e calmo. De fato ela está feliz naquele momento com os olhos fechados, dormindo e sonhando dentro do seu quarto branco e frio, apenas um rádio-relógio como testemunha.

Sem que ela soubesse, seus maiores desejos entram em seus sonhos e permitem que ela seja feliz naqueles últimos momentos da madrugada, antes de voltar para a realidade, para os "bons-dias" e para o trajeto que percorre indo ao trabalho. 

Mas percebendo tal ingenuidade, o rádio-relógio faz questão de despertar de forma grosseira e gritante tocando um bip bastante familiar para aqueles ouvidos; tirando ela do mundo dos sonhos e a devolvendo ao mundo real. Indisposta e com olheiras tão escuras que a própria maquiagem não consegue esconder, simplesmente segue sua rotina; desliga o despertador, tira seu baby-doll e segue até o banheiro, liga o chuveiro e se permite despertar debaixo da água quente e gostosa; escova os dentes, se veste, toma seu café preto, liga seu carro e mais uma vez faz seu trajeto até o trabalho, abraçando assim mais um dia. Afinal como ela sempre costuma dizer; "o mundo gira, e não podemos nos dar ao luxo de ficar parado, esperando o tempo passar”.

quarta-feira, 7 de março de 2012 4 comentários

Homens da Lei

Retirado da postagem do vídeo no youtube:
O amor é um direito negado em nome da ordenação social. Isso me faz pensar em Canclini: "...colocando em evidência até que ponto as instituições liberal democráticas ficaram pequenas para acolher as múltiplas figuras da diversidade cultural que tensionam e rompem as nossas sociedades justamente porque elas não cabem nessa institucionalidade."




Esse vídeo, mais o comentário de quem postou, nos fazem pensar em como as coisas chegarão a esse ponto. Se refletirmos em como as coisas eram antigamente, acredito que a violência sempre foi e vai continuar sendo por um bom tempo, empregada pelo homem, que demonstra isso na sociedade. Com Leis e níveis sociais. É estranho quando pensamos em valores e perfil de "gente boa". Aos olhos da sociedade, não se pode fugir das regras, é tudo bem certo e reto, como uma linha invisível que seguimos durante toda a história.

Então nos perguntamos; para onde as coisas estão caminhando, para onde foi o nosso valor, nosso respeito, e enxergamos que não temos mais chances, não temos mais saída, sobrando apenas o declínio.

Mas em otimismo e fé, a justiça ainda pode superar as expectativas. Podemos pensar que tal fato poderia ter acabado de forma pior. Ou ainda que se fosse antigamente, poderia ter um final bem pior que este. 

Analisando ambas as formas. Onde a primeira hipótese, nós estamos cada vez pior, e assim, fadados ao fracasso, caminhando para o fim de forma branda e calma. A segunda opção nos deixa de frente com o que já fomos e podemos vir a ser, em meias palavras, vir a sermos melhores. Escolhendo a primeira forma de pensamento, nós estamos de fato fadados ao fracasso como humanos. Mas escolhendo a segunda opção, estamos melhorando, porque antigamente as coisas eram piores e mais severas.

Então por que não escolher a segunda opção. Pensar nessas pessoas que querem fazer o certo, mas ainda não sabem como. Viemos de mundo, onde a competição é necessária, de todas as formas, seja por dinheiro ou sobrevivência, tudo o que é vivo, procura se manter assim, matando para isso se for preciso. Somente nós, seres humanos, trocamos isso por algo importante e também disputado nos dias de hoje. Trocamos violência por algo que chama dinheiro. Nenhum animal na natureza realizou tal façanha de forma tão amistosa.  Depois de termos o dinheiro, nós o transformamos em sociedade, em troca, conseguindo dessa forma se aproximar do próximo, ter contato, ser social, independente de raça, etnia religiosa ou sexo. Por isso, digo que ainda estamos longe do sucesso, mas caminhado para isso. 

Somente quando a violência tiver fim é que vamos ser ricos, de todas as formas que se pode ser. 

[continua]

OBS: quem quiser opinar, seria legal debate nos comentários.
vlw

 
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