quarta-feira, 25 de abril de 2012 1 comentários

Palavras de Wagner Moura



Pensei em fazer uma síntese sobre o texto, ou o tema que ela aborda, mas por fim, acabei percebendo que cada um que ler esse texto, tem que tirar suas próprias conclusões... por isso publico o texto para os interessados.

Palavras do ator Wagner Moura sobre o programa Pânico na TV, em carta aberta:

“Quando estava saindo da cerimônia de entrega do prêmio APCA, há duas semanas em São Paulo, fui abordado por um rapaz meio abobalhado. Ele disse que me amava, chegou a me dar um beijo no rosto e pediu uma entrevista para seu programa de TV no interior. Mesmo estando com o táxi de porta aberta me esperando, achei que seria rude sair andando e negar a entrevista, que de alguma forma poderia ajudar o cara, sei lá, eu sou da época da gentileza, do muito obrigado e do por favor, acredito no ser humano e ainda sou canceriano e baiano, ou seja, um babaca total. Ele me perguntou uma ou duas bobagens, e eu respondi, quando, de repente, apareceu outro apresentador do programa com a mão melecada de gel, passou na minha cabeça e ficou olhando para a câmera rindo. Foi tão surreal que no começo eu não acreditei, depois fui percebendo que estava fazendo parte de um programa de TV, desses que sacaneiam as pessoas. Na hora eu pensei, como qualquer homem que sofre uma agressão, em enfiar a porrada no garoto, mas imediatamente entendi que era isso mesmo que ele queria, e aí bateu uma profunda tristeza com a condição humana, e tudo que consegui foi suspirar algo tipo “que coisa horrível” (o horror, o horror), virar as costas e entrar no carro. Mesmo assim fui perseguido por eles. Não satisfeito, o rapaz abriu a porta do táxi depois que eu entrei, eu tentei fechar de novo, e ele colocou a perna, uma coisa horrorosa, violenta mesmo. Tive vontade de dizer: cara, cê tá louco, me respeita, eu sou um pai de família! Mas fiquei quieto, tipo assalto, em que reagir é pior.

” O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice ”

O táxi foi embora. No caminho, eu pensava no fundo do poço em que chegamos. Meu Deus, será que alguém realmente acha que jogar meleca nos outros é engraçado? Qual será o próximo passo? Tacar cocô nas pessoas? Atingir os incautos com pedaços de pau para o deleite sorridente do telespectador? Compartilho minha indignação porque sei que ela diz respeito a muitos; pessoas públicas ou anônimas, que não compactuam com esse circo de horrores que faz, por exemplo, com que uma emissora de TV passe o dia INTEIRO mostrando imagens da menina Isabella. Estamos nos bestializando, nos idiotizando. O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice. Amigos, a mediocridade é amiga da barbárie! E a coisa tá feia.

” Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência ”

Digo isso com a consciência de quem nunca jogou o jogo bobo da celebridade. Não sou celebridade de nada, sou ator. Entendo que apareço na TV das pessoas e gosto quando alguém vem dizer que curte meu trabalho, assim como deve gostar o jornalista, o médico ou o carpinteiro que ouve um elogio. Gosto de ser conhecido pelo que faço, mas não suporto falta de educação. O preço da fama? Não engulo essa. Tive pai e mãe. Tinham pais esses paparazzi que mataram a princesa Diana? É jornalismo isso? Aliás, dá para ter respeito por um sujeito que fica escondido atrás de uma árvore para fotografar uma criança no parquinho? Dois deles perseguiram uma amiga atriz, grávida de oito meses, por dois quarteirões. Ela passou mal, e os caras continuaram fotografando. Perseguir uma grávida? Ah, mas tá reclamando de quê? Não é famoso? Então agüenta! O que que é isso, gente? Du Moscovis e Lázaro (Ramos) também já escreveram sobre o assunto, e eu acho que tem, sim, que haver alguma reação por parte dos que não estão a fim de alimentar essa palhaçada. Existe, sim, gente inteligente que não dá a mínima para as fofocas das revistas e as baixarias dos programas de TV. Existe, sim, gente que tem outros valores, como meus amigos do MHuD (Movimento Humanos Direitos), que estão preocupados é em combater o trabalho escravo, a prostituição infantil, a violência agrária, os grandes latifúndios, o aquecimento global e a corrupção. Fazer algo de útil com essa vida efêmera, sem nunca abrir mão do bom humor. Há, sim, gente que pensa diferente. E exigimos, no mínimo, não sermos melecados.

No dia seguinte, o rapaz do programa mandou um e-mail para o escritório que me agencia se desculpando por, segundo suas palavras, a “cagada” que havia feito. Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência. E contra a audiência não há argumentos. Será?”
domingo, 22 de abril de 2012 0 comentários

Pensamento #resenhas

"O que me incomoda constantemente, é o fato das pessoas acharem outras inteligentes, valiosas ou soberanas;  que esquecem de si próprias, e por consequência disso, não se preocupam com o todo" (Danilo. H.)
quarta-feira, 18 de abril de 2012 1 comentários

De baixo do céu não a nada de novo!?


"Dois homens de meia idade conversam na varanda de uma casa, apreciando o por do Sol.
Um deles diz: - Quando o mundo estiver nas mãos dos jovens à civilização estará acabada. Eles não respeitam os valores tradicionais de nossos antepassados. Ele são fúteis e irresponsáveis. Só pensam em diversão e não querem nada com estudo e trabalho.
Isto meus caros, se passou na época dos gregos, a mais ou menos quinhentos anos antes de Cristo.
Então fica a pergunta; mudou alguma coisa?
Logo se pensa; de baixo do sol não a nada de novo, é tudo uma questão de tempo!

No texto, que se passa a mais de 2500 anos atrás, mostra-se algo que; apesar de antigo é tão atual quanto o próprio presente. As reclamações sempre existiram e não irão cessar antes do nosso fim. Quando chegarmos a um determinado tempo de vida, vamos acreditar que aquele tempo ainda é pior que o que vivemos hoje. Pode-se tirar exemplo de senhores em praças e rodoviárias, alimentando pombos e jogando conversa fora, geralmente sobre um tempo que não volta mais. 
A história sobre os dois homens, na sua intenção mais branda, aborda a concepção de que nada muda para o mundo e muito menos para suas gerações futuras, ainda que se tenha tecnologia, o modelo de sociedade ainda vive em moldes primários e primitivos. Imagina se dois homens de meia idade conversam um assunto abordando o mesmo tema relacionado a jovens, os seus velhos passados faziam o mesmo e é bem provável que hoje você converse esse assunto dependendo da situação temporal em que você está.
O fato de se julgar jovens irresponsáveis, crianças sem juízo e mulheres prostitutas, sempre existiu e foi um problema para ocupar a cabeça dos desocupados... O mais intrigante dentre esses julgamentos é o ponto critico totalitário da massa, que sempre foi e acredito que ainda vai ser para uma grande maioria muito mais fácil; falar sem saber e pré-julgar sem conhecer. A busca por conhecimento é longa e árdua, e ter opinião própria é uma virtude desde os tempos que o homem apenas murmurava pensamentos e não os emitia por não saber expressar seus íntimos. Não se pode estudar um molde de sociedade sem antes ter vivenciado a mesma, não é igual a cálculos, que se tem o resultado exato após se fazer inúmeras contas e rotas. Para se chegar a um único ponto que seja no mínimo favorável para todos, é preciso vivenciar esse ponto, os exemplos de democracia são recentes se comparados a reinados passados e civilizações antigas. Grupos sobreviviam mais e melhor, enquanto os que buscavam prosseguir sem amparo, automaticamente eram esquecidos, pessoas assim morreram em fogueiras ou em forcas, simplesmente pelo fato de não cederem a idéias de costumes religiosos ou políticos.
Não se tem certeza do que é bom ou ruim, sendo que esse assunto sempre foi abordado e discutido, seja por homens a milhões de anos atrás, seja por homens o discutindo daqui a milhões de anos no futuro. É como se tudo não passasse de mera perca de tempo, assuntos rotineiros apenas ocupam as cabeças vazias de quem não consegue absorver maiores irregularidades no plano social. O seu time de futebol não vai passar a vencer mais, simplesmente pelo fato da sua torcida organizada declarar violência gratuita em estádios de futebol. O seu deus não vai te perdoar pelo dinheiro a mais que você coloca na hora da oferenda e muito menos o seu chefe vai te dar aumento ou no mínimo considerações apenas por você reclamar do serviço com seus amigos na mesa de um bar. A critica é necessária, contando que seja construtiva e inteligente, sendo que essa precisa de aceitação de quem a recebe.
Os jovens não vão melhorar apenas pela conversa alheia da vizinhança na beira de uma calçada enquanto aguardam o ônibus para o trabalho, muito menos o país vai se aprimorar com criticas dirigidas à televisão em voz alta enquanto se assiste ao jornal ou a alguma novela reprisada. Normalmente se acha proveitoso falar mal do outro, mas aceita-se muito pouco a opinião alheia. O cenário que compõe o todo ainda sobrevive, mesmo depois de ter criado inúmeras espécies que o desrespeita, contudo sabe claramente que as que vivem mais são muito mais velhas que nos, meros humanos, imagina ser possível daqui a milhares de anos um nova concepção de vida, colhendo nossos fosseis e aceitando claramente que são mais evoluídos que a gente.     
Os problemas sempre vão ser discutidos, mas o melhoramento desses problemas, diga dessa maneira, não vai perdoar quem não aceitar o futuro. Homossexuais sempre existiram, quantos não caíram na Alemanha, os negros são a raça humana mais velha do planeta, a Igreja católica já foi um monopólio, as mulheres não trabalhavam há um século atrás  e os reis ainda existem. Temos muito pouco tempo de vida para aprender sobre tudo, e ainda assim, insistem em falar de assuntos tão passados e sem importância. O mundo é feito de comunicação, não há de se negar, mas o fato não é esse, é simplesmente usar esse meio para construir algo. A comunicação gerou as maiores revoluções do homem, no exato momento em que o ser humano aprendeu a expressar seus pensamentos, deu-se inicio a concepção entre bem e mal, até então se comia para sobreviver e fugia para não virar comida, como no mundo animal, se respeitava quem era maior, havia uma hierarquia, uma cadeia alimentar. Quando se emitiu o conceito de expressar os sentimentos, foi que passamos a buscar entender o conjunto, se organizamos melhor e apreendemos que nunca se vence uma guerra lutando sozinho, a partir daí, passamos só a nos comunicar, dando-se princípios para o processo de evolução social. 
A historia se analisada a fundo, é a ciência mais eficiente que existe. Tudo o que temos é registro da comunicação deixada por antepassados que buscavam o entendimento alheio, exportavam seus pensamentos para fora; com a fala e posteriormente à escrita, desde os signos estampados em cavernas milenares até blogs na internet. Tudo o que sabemos e buscamos está gravada na historia. E a historia está entre nos a bem mais tempo que a bíblia ou qualquer teoria chamada big-bang. Acredita-se entre alguns que o espaço é finito e não tem fim, e essa idéia de pensar que algo pode de fato não haver paredes ou que nunca vai acabar, é plenamente natural a nós, por isso a fantasia de uma outra vida, com os princípios humano de bem e mal, ruim e bom, preto e branco, meio e inteiro. Essa fantasia de viver no céu ou no inferno é construída pela nossa imaginação, porque pensando bem; seria frustrante não continuar, a vida é tão mágica afinal.
O ser humano que comete suicídio é um ser humano fora de todas as expectativas representadas pelas vida, pois acredita na falha e se joga no esquecimento interno. Nenhum outro animal da face terrestre comete tal irregularidade, é constante a luta pela vida, por isso precisamos acreditar em algo ou alguém que possa cuidar de tudo isso. Os deuses já foram muitos no passado; Zeus, Sol e outros da Grécia, Egito, Japão entre tantos. Jesus é uma gota no oceano do tempo e da história social. Não sou ateu, só estou me referindo a palavra criada pela Igreja Cristão, nada além disso... "A mentira repetida varias e varias vezes, passa a ser uma verdade incontestável" ...não a de se negar que não tem sentido acabar, por isso passamos a buscar um lado espiritual nas coisas, na vida. O que antes era tratado como magia pelos anciões, era de fato a medicina da época abordada pelos curandeiros, hoje é a fantástica medicina, e todos nos sabemos que os mágicos de fato não passam de charlatões, tudo se torna muito evidente quando os anos correm e entendemos pensamentos alheios, sendo que estes são apenas mensagens enviadas através da comunicação. Passamos a entender o que o próximo quer dizer, e quem não grava essa comunicação se perde no vazio do nosso eterno espaço.
A Bíblia é o livro mais contemporâneo e inteligente que se difundiu para o mundo utilizando os meios de comunicação, você acha que os escritos mais sagrados do mundo estão no Vaticano a toa, apenas pelo fato dos mesmos não se perderem no tempo. Inúmeros estudiosos lutam contra o poder da igreja em manter escritos antigos escondidos, pois se sabe que são escritos fundamentados na lei mundana e com ideologias contrarias a Igreja. A Bíblia explica tudo de forma espiritual e mágica, não se leva em consideração mais estudos e mais opiniões diferenciadas. Todos os livros que compões a Bíblia, são de assuntos relacionados ao mesmo segmento de crença. Se Jesus teve apenas 12 apóstolos, por que o livro sagrado tem 73 livros, sendo 46 do antigo testamente e 27 do novo testamento, contudo a abordagem dos temas são sempre com o mesmo objetivo de simbologia espiritual. Poderia conter em livros do antigo testamento citações dos filósofos mais influentes do pensamento humano, como Aristóteles, Sócrates entre vários outros, mas a diferença humana em estabelecer bem e mal criou-se dentro da própria igreja, sendo que essa deveria propagar só o bem, o juízo de céu e inferno é a prova concreta dessa divisão, digo isso não só as que exploram pessoas capital mente falando, onde se compra terrenos em um outro plano considerado céu , admitindo que hoje é com certeza a maioria que oferece esses serviços.
O problema sutil aos olhos sociais são os pequenos e irregulares diálogos que atingem a integridade moral de uma pessoa, uma família ou até uma comunidade, seja ela qual for; homens, mulheres e até de bissexuais. Quem gosta de ser criticado? Praticamente ninguém. Gera-se revolta interna, a aceitação de algo diferente arranha as estruturas corporais de um individuo. O grupo maior tem vantagem, até o ponto em que é preciso uma conversa, antes disso não existe acordo que faça um determinado grupo de pessoas iguais desistir, contudo é um processo lento e rigoroso. É inevitável pensar que pessoas vão aceitar ordens, nenhum animal do mundo utilizou de escravidão se não o homem, é absolutamente inviável e impossível, digo escravidão mental a qual ainda somos reféns incontestáveis. Não há de negar que absorvemos pensamentos comuns aos nossos para que tenhamos companhia e entendimento. A busca para ser aceito e passar a participar de uma comunidade é muito mais buscado do que se possa imaginar, e ainda mais intenso que isso, é a busca por tentar entender o que a nova comunidade pode oferecer aos que já tomam conta da sociedade atual. A busca por entender o que o próximo quer expressar é constante e primorosa. 
De baixo do Sol não há nada de novo, está na Bíblia e na cabeça do homem desde os tempos da roda, ou ainda muito mais atrás que isso. Não há nada de novo que não seja velho. A partir de uma expressão se pode adivinhar o que você está sentindo, nos exalamos pensamentos com os olhos. Imagine a idéia de não entender o que o próximo quer dizer, pessoas que não vêem, ainda assim conseguem participar do meio totalitário, onde alguns chegam a se tornar grandes artistas memoráveis. Existe aceitação na sociedade, enquanto que para os surdos, não há lugar algum que os mesmo possam ser encaixados, esses nem se quer conseguem uma Lei de cotas para empregos públicos, por que não seria possível emprega-los. A comunicação é essencial para se aproximar de outros e entender o que esses outros querem, sem isso, se passa só por passar, se age apenas pelo instinto. Imaginamos que poderia ser horrível não enxergar cores e formas, mas mais ruim que isso seria não entender essas cores nem essas formas.
O dialogo da história acima se passa antes de Cristo, o assunto é dialogado há 2500 anos atrás, sendo o tema discutido até os dias atuais. Pode-se concluir que as coisas sempre estiveram ruins, aos olhos sociais, mas nem por isso o mundo se acabou ou piorou. O girar da Terra é continuo e permanente, as pessoas continuaram nascendo, morrendo, praticando atos ruins e bons, como dizia Raul Seixas, em uma de suas musicas: 

"... já dizia o eclesiastes, há dois mil anos atrás, debaixo do sol não há nada de novo, não seja bobo meu rapaz..."

Nada do que se vê ou que se faça é novidade, a novidade é nova apenas para quem ainda não a conhece, contudo, ela sempre existiu. Não é por não conhecer de Leis que elas não lhe serão impostas. Não é por não ver as ondas do rádio que elas não existiam antes da gente chegar. E sendo mais atual e recíproco ao mesmo tempo... não é pelo fato de não se ter internet a 50 anos atrás que a mesma não estava aqui quando Jesus veio ao mundo. 
Não se pode imaginar o que ainda a de ser descoberto, mas em analise a palavra "descoberto", pode-se enfatizar que; tudo está coberto, e sempre esteve, aguardo apenas ser descoberto, explorado pela mente humana, se libertando assim e caindo no nosso julgamento pessoal, onde podemos concluir se a nova descoberta é boa ou ruim. Vamos continua garimpando o planeta, como disse Salomão:

“Geração vai e geração vem, mas a terra permanece sempre a mesma.
Levanta-se o sol, e põe-se o sol, e volta ao seu lugar, e nasce de novo”.

“O vento vai para o sul, e faz seu giro para o norte; volve-se e revolve-se, na sua carreira, e retorna aos seus circuitos”.

“Todos os rios correm para o mar, e nem por isso o mar se enche; (…)”.

“O que foi, é o que há de ser; o que se fez, isso se tornará a fazer. Não há nada de novo debaixo do sol”.

Em analise grosseira e reta, assim como a linha onde estudamos a Historia, sendo o maior trunfo e propagação da comunicação, o nascimento de Jesus, denominando o meio do tempo (A.C e D.C), e perpetuando até os dias atuais. Pois a conversa dos Monges acima, não está escrita em livros sagrados nem mesmo em pergaminhos perdidos no tempo, é fruto de um pensamento gravado em algum blog contido no meio de comunicação de maior amplitude já vivenciado pelo homem; a internet. Sendo que essa internet, já estava aqui bem antes da gente se dar conta que a grama do vizinho é mais verde que a nossa.

Para terminar o post, deixo a musica do Raul Seixas que tinha citado anteriormente.


Rock 'n' Roll 
 (Raul Seixas)



Há muito tempo atrás, na velha Bahia, eu imitava Little Richard e me contorcia
As pessoas se afastavam pensando, que eu tava tendo um ataque de epilepsia.

No teatro Vila Velha, velho conceito de moral
Bosta Nova pra universitário, gente fina, intelectual
Oxalá, oxum dendê oxossi de não sei o quê.


Oh, rock'n'roll, yeah, yeah, yeah, that's rock'n'roll

A carruagem foi andando e uma década depois, nego dizia que indecência era o mesmo
Feijão com arroz, eu não podia aparecer na televisão
Pois minha banda era nome de, palavrão (nome de palavrão)

E lá dentro do camarim no maior abafamento, a mulherada se chegando
Altos pratos pratos suculentos, e do meu lado um hippie punk
Me chamando de traidor do movimento

Oh, rock'n'roll, yeah, yeah, yeah, that's rock'n'roll

Alguns dizem que ele é chato, outros dizem que é banal
Já o colocam em propaganda, fundo de comercial
Mas o bicho ainda entorta minha, coluna cervical (coluna cervical)

Já dizia o eclesiastes, há dois mil atrás
Debaixo do sol não há nada novo, não seja bobo meu rapaz
Mas nunca vi Beethoven fazer, aquilo que Chuck Berry faz
Roll olver Beethoven, roll over Beethoven, roll over Beethoven,
Tell Tchaikovsky the news

E pra terminar com esse papo, eu só queria dizer
Que não importa o sotaque, e sim o jeito de fazer
Pois há muito percebi que, genival Lacerda tem a ver
com Elvis e com Jerry Lee, por aí os sinos dobram,
Isso não é tão ruim, pois se são sinos da morte
Ainda não bateram para mim, e até chegar a minha hora
Eu vou com ele até o fim
segunda-feira, 2 de abril de 2012 3 comentários

Quero Sentir #resenhas



Sente-se aqui a meu lado,
Fale sobre o que desejar,
Ouvir sua voz é o bastante;
respirar seu ar é o suficiente.

Olhar para você é o que eu preciso.
Seus cabelos são lindos,
Seu sorriso é perfeito;
teu olhar é inocente.

Eu não à mereço, mas a quero,
Quero sentir teu toque, o teu beijo,
Quero sentir você, olhar para os teus olhos,
e conseguir enxergar a sua alma.

Tocar o seu rosto, e sentir o calor do seu corpo
Fechar os olhos e sonhar com você,
E quando abrir, criar coragem e dizer;
o que eu sinto;

Sinto amor, sinto desejo,
Sinto paixão e sinto medo,
De não te ter mais aqui;
sentada a meu lado.
sábado, 24 de março de 2012 2 comentários

Como julgar o belo?



No curso de Publicidade e Propaganda, em uma aula de "Estética e Cultura de Massa", o professor Fabio tenta nos explicar o que é "beleza". De onde vem a opinião certa e reta para julgar algo que aos olhos de alguns, não passa de mera bobagem e perca de tempo. E explica que; conforme Kant, a beleza da estética não se trata de algo pessoal ou especial, singular que cada um tem dentro de si, mas generaliza o fato de carregarmos conosco, um fundamento de beleza e bom gosto comum a muitos, geralmente aos que te rodeiam e fazem parte do seu circulo social ou cultural.


Indagando o fato de sermos levados por musicas, filmes, culturas regionais e mundiais, podemos discutir sobre o gostar e o não gostar, simplesmente pelo fato de que somos influenciados por tudo e todos, mas ainda assim cada um tem dentro de si, um sistema particular de julgamento. O que leva uma maioria do setor da musica ou ainda artística, dizer se aquela musica é boa ou se aquela musica tem estrutura harmônica e regência perfeita para uma orquestra, mas ainda assim falta estrutura para seguir a tendência do mercado; quem lhes deu esse direito? Como analisar um gosto, um sentido, um suspirar ao ver ou se deparar com algo que lhe traz um sorriso aos olhos.


Como não satisfeito, o professor dispara a pergunta aos alunos e espera uma resposta à altura de Kant, ou ainda se for possível, melhor. Possibilidades pequenas de alguém naquela sala de aula dizer algo que satisfaça os ouvidos do professor. Na verdade o que acontece são questionamentos sobre como julgar e como avaliar o verdadeiro valor de uma obra de arte, ou a beleza arquitetônica de uma casa no meio da cidade e até uma simples cor de roupa na tendência do momento. Refaço a pergunta; como distinguir bonito e feio? Como julgar precedentes e como não fazer a avaliação errada?


Voltando a aula. Fica a questão como sendo a primeira e única pergunta da prova; como avaliar a beleza estética? O porquê se ser belo? Qual o motivo para se achar que borrões de tinta em uma pintura abstrata, podem chegar a valer milhões?


Ao entendimento particular e pessoal, digo que; não se julga algo sozinho, existe um reflexo histórico e social em torno das nossas decisões, incontrolável e inevitável. Tudo o que fazemos, é avaliada com antecedência, há o consentimento de algo maior e soberano, desde os tempos da vida que perpetuarão até os da morte.


O que vai se ampliando precisa de espaço, por isso, quanto mais e mais passam a aceitar ou abordar certos temas, eles passam a ser mais vistos, conseqüentemente se espalhando, até chegar às grandes massas. Pode-se ter como exemplo, o Funk; com toda a sua negligência, ainda se propaga meio as criticas, chegando até um vestiário de um campo de futebol, onde é dançado por um famoso jogador de futebol, e esse, é visto por milhões de pessoas que gostam dele e sendo assim, seguem a tendência, (com a ajuda da mídia lógico), passam a gostar da musica, simples assim, ou a musica de fato é boa, tem conteúdo social e cultural, por isso, tem todo direito de fazer sucesso.


O oportunismo nessas horas é fatal, olhando pelo lado capital de se enxergar as coisas. O capitalismo impera, e isso não a de se negar, contudo, quem ganha é só quem promove. Deixando mais uma questão; pensando dessa forma, podemos dizer que nossa cultura é ruim, capital-mente falando, somos rico em cultura, mas pobres em "produto interno bruto". Isso conforme os desenvolvidos, que se dão o substantivo de melhores e mais ricos, não pedindo nem quer um palpite para os vizinhos. Sendo eles os maiores exportadores de cultura do mundo; filmes e musicas que atravessam gerações, e não se trata de critica ou especulação, na verdade se trata de admiração. Se analisarmos com coerência, gostamos mais do filmes de fora, admiramos mais as musicas do lado de lá, que queremos chegar até eles, e assim ser um pais desenvolvido, (falei por todos os brasileiros agora, até parece). Não há de se negar que, vendo e comprando a cultura externa, acabamos dando o lucro necessário para que eles continuem a desenvolver pesquisas mais caras, seja na área da saúde ou tecnológica, permanecendo uma questão a ser respondida; gostamos mais deles e achamos que o que eles fazem, é de fato mais belo e talentoso, que é justo que se tornem mais bem sucedidos e possam dizer a palavra final sobre um gosto, uma cultura, ou apenas seguimos a tendência.


Como analisar o contraste da miséria com alegria do povo que vive nela, a mídia mostra pessoas pobres e humildes, mais com um belo sorriso nos lábios e feliz por estar vivo, mas que invejam o sucesso alheio. A questão sobre o que é belo, não pode ser respondida sem outra pergunta, é como uma dizima periódica, existe uma resposta concreta antes da vírgula, mas após ela, mais perguntas são colocadas e inevitavelmente continuadas.


O belo estético das roupas, o melhor automóvel e as obras de arte mais conceituadas e famosas, são de fora, contudo, a avaliação final também é externa, a opinião seria de quem tem mais status ou apenas de quem tem mais estudo; se aprofundou mais sobre o assunto e assim pode dizer com mais serenidade e certeza, sobre o que faz ser tão importante o fato de algo ser tão valorizado, de tal maneira que ninguém pode comprar, pois necessita ficar exposto para todos verem o talento alheio de uma pessoa que passou uma estadia na terra. Geralmente coisas mais velhas e mais raras, se tornam mais caras. Qual o real motivo daquela obra singular ser realizada por aquele artista, naquele período da sua vida, naquele momento em que olhou para a lua e essa lhe rendeu inspiração. Gera curiosidade para deciframos o que se passa na cabeça de um artista, um estilista, arquiteto, design, ou uma pessoa comum que em certo momento teve uma inspiração particular, gerando especulação de quem é curioso e perguntas de quem busca aprender sobre.


De fato, não se pode ter reposta concreta. O belo, quando admirado por muitos sobrevive ao tempo, e conforme vai se afunilando, passa a ser questionável por pessoas que entendem menos sobre assunto e não buscam o conhecimento. Ainda que de forma respeitosa, absorvem, mas não se dão conta da grandiosidade que pode ser um livro, um quadro, ou até uma música que atravessa décadas e sobrevive ao tempo, tornando-se uma raridade de Inestimável valor.


Se aceita o belo, simplesmente pelo fato de não se saber o que é belo. Quando algo é apresentado para alguém que não sabe sobre aquele algo, simplesmente aceita para não se dizer ignorante, e quando pensamos em algo que a maioria diz ser magnífico e uma obra singular, a absorção daquele comentário é imediata, acolhendo para dentro de si como sendo de fato magnífico, afinal, quem sou eu para dizer que não.


No final da aula o professor passa a musica "Bienal" de Zeca Baleiro e Zé Ramalho, como sendo um entendimento a principio ou um estudo sobre o que pode vir a ser belo.     



Desmaterializando a obra de arte do fim do milênio
Faço um quadro com moléculas de hidrogênio
Fios de pentelho de um velho armênio
Cuspe de mosca, pão dormido, asa de barata torta

Meu conceito parece, à primeira vista,
Um barrococó figurativo neo-expressionista
Com pitadas de arte nouveau pós-surrealista
calcado da revalorização da natureza morta

Minha mãe certa vez disse-me um dia,
Vendo minha obra exposta na galeria,
“Meu filho, isso é mais estranho que o cu da jia
E muito mais feio que um hipopótamo insone”

Pra entender um trabalho tão moderno
É preciso ler o segundo caderno,
Calcular o produto bruto interno,
Multiplicar pelo valor das contas de água, luz e telefone,
Rodopiando na fúria do ciclone,
Reinvento o céu e o inferno

Minha mãe não entendeu o subtexto
Da arte desmaterializada no presente contexto
Reciclando o lixo lá do cesto
Chego a um resultado estético bacana

Com a graça de Deus e Basquiat
Nova York, me espere que eu vou já
Picharei com dendê de vatapá
Uma psicodélica baiana

Misturarei anáguas de viúva
Com tampinhas de pepsi e fanta uva
Um penico com água da última chuva,
Ampolas de injeção de penicilina

Desmaterializando a matéria
Com a arte pulsando na artéria
Boto fogo no gelo da Sibéria
Faço até cair neve em Teresina
Com o clarão do raio da silibrina
Desintegro o poder da bactéria

Com o clarão do raio da silibrina
Desintegro o poder da bactéria.
 
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