quinta-feira, 31 de janeiro de 2013 0 comentários

Humanidade senhores

Já que nem tudo é exato, penso e sinceramente digo que matematicamente calculando e metaforicamente questionando, pergunto
Por que querer ser? Por que ostentar sabedoria e acumular números? 
- Humanidade senhores, só isso; humanidade!
domingo, 27 de janeiro de 2013 0 comentários

Muito mais de 232 pessoas

Muito Mais de 232 pessoas

Fico imaginando o quanto deve ser difícil para um pai, uma mãe ou qualquer pessoa que se importa com outra receber uma ligação no meio da noite dizendo que o local onde esse filho, amigo ou parente estava pegou fogo. Difícil mesmo é saber que a pessoa saiu de casa linda, com amigos para se divertir e acontece uma tragédia dessas. Pior é quando não se tem noticia exata sobre o que aconteceu ou sobre o porquê de não se salvar mais vidas, afinal, 232 pessoas são muita gente. É uma catástrofe de maior amplitude que uma queda de avião ou desabamento de prédio no centro da cidade.
232 pessoas perderam suas vidas e por mais que se diga; "a vida continua", tenham certeza que para muito mais que 232 pessoas que estão vivas, a vida simplesmente acabou, terminou ou perdeu todo o sentido.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013 0 comentários

Parado só o tempo

Ir em frente, por que parado só fica tempo, 
Só o tempo permanece dentro dele mesmo, estático.
Curto e grosso já deixa claro que;
Represado só fica quem está parado, e esse; é só o tempo.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012 0 comentários

Causos #1

Em uma noite quente e tendenciosa, dois corpos se envolvem e meio a carinhos e apertos ela pergunta?
- Você trouxe?
- Calma, não fala nada!
Ela então se cala e fecha os olhos retribuindo os beijos de quem a quer naquele momento. Passado poucos segundos, ela novamente questiona:
- Você trouxe ou não?
- Nossa, você vai fica uma ferra comigo linda. Diz o moço já sem esperanças de continuar aquele ritual já quase consumado.
- Não acredito que você não trouxe, nossa, da pra ver o quanto você me quer, eu não faço sem e já deixo avisado.
- Sabia que você iria dizer isso. Desanimado e sem esperanças de continuar, ele desvia o olhar enquanto ela o olha desanimada, virando-se e deixando seu pescoço a mostra e seu corpo vulnerável.
Ele simplesmente acomoda-se por de trás daquela beldade e morde sua orelha, aperta suas coxas e atiça seus estímulos mais sacanas. Ela em total desconforto por saber que mais um pouco daquilo a cegaria, com ou sem o que o rapaz ficou de trazer iria acontecer e ela já não podia fazer nada para evitar tanta vontade e voracidade que exalava de ambos os corpos.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012 0 comentários

Que se faça a Luz

Dissertação argumentativa sobre o conto de Alcântara Machado; "Apólogo Brasileiro sem Véu de Alegoria". (Trab. de facu)

link do conto: http://www.releituras.com/amachado_apologo.asp


Tão necessária e quase indispensável, a luz, ou a falta dela para ser mais exato, proporcionou uma confusão dentro do conto do nosso querido autor Alcântara Machado, que ao meu ver, indo mais a fundo; não foi só a falta de luz ou o simples comentário de um cego que causou tal "arranca-rabo" dentro de vagões do trem que seguia de Magoarí para Belém, foi além de tudo a falta de conforto expressado pelos personagens no interior dos vagões que nem luz se quer havia para iluminar as pobres vivas daquelas pessoas. Pode-se constar também a falta de tratamento humano para com o próximo que é bem descrito no conto.

A ironia do conto talvez seja o ponto alto do autor, pois a pessoa menos interessada no real motivo da confusão, o cego, que não notaria claridade ou escuridão, é que desencadeia uma confusão dentro do trem, jogando a primeira pedra para que outros passageiros se sentissem impulsionados a fazer algo a respeito, não que esse "fazer algo a respeito" fosse resolver o problema, mas em primeira instância era o que se tinha a fazer; revoltar-se contra a falta de conforto, a falta de valia para com eles que além de mal transportados, eram levados na escuridão da noite no balanço indeciso dos vagões daquele trem.

João Virgulino passageiro e um dos personagens argumentava o que fazer, explorava as opções e logo indagava outros passageiros perguntando o que fariam a respeito daquela situação escura e de trevas, um deles deu a opção de matar o chefe do trem e João logo rebateu que assim como eles o chefe do trem era pobre e não fazia sentido matá-lo, outro logo em seguida teve a idéia de se fazer uma passeata com banda e discursos, mas João Virgulino já em contrapartida disse que aquilo iria custar dinheiro, então sem mais opções, o próprio João rasga o banco de palhinha do vagão onde está e joga pela janela. As pessoas já exaltadas pela falta de luz acompanham João em seu ato de rebeldia e insatisfação, zombando e gritando enquanto praticam sua revolta.

Após não restar um banco de palhinha para contar a historia, o trem chega a seu destino e o ato é deflagrado na cidade, todos ficam sabendo, sai na mídia local, em jornais e cartazes: "Os passageiros no trem de Magoarí amotinaram-se jogando os assentos ao leito da estrada." Como a noticia percorreu a cidade, as autoridades não podiam deixar tal evento passar despercebido, então o delegado instaurou um inquérito onde foi procurar tal responsável pelo ocasionado. Perguntou a vários passageiros, mas somente um se propôs a falar sobre, tinha a bíblia no bolso e se declarava protestante. Perguntado para ele quem havia iniciado o motim, o mesmo logo foi dizendo: foi um cego! Sem tempo para explicar foi levado ao xadrez, uma vez que; com autoridade não se brinca.

Como um cego poderia ter iniciado um motim reclamando a falta de luz? Essa é a pergunta chave do conto. Todos nos sabemos que cego não vê luz, por que um desses se revoltaria contra a falta da mesma?

Aos que buscam resposta, deixo minha opinião com base não só no conto mas em inúmeros casos antigos e atuais, onde existem pessoas que lutam em prol de um objetivo, buscam um direito coletivo que não lhes é dado.

A injustiça ocorreu no texto quando levam o protestante que só disse a mais pura verdade; podemos tirar exemplo de injustiças cotidianas do nosso transporte publico, ou no simples ato de se falar a verdade, ou ainda no ato de "dedurar" o próximo, aquele que iniciou algo para o bem não só dele próprio, mas do "dedurador" inclusive, acaba sendo entrega a aqueles que não ligam para a falta de luz no transporte, querendo apenas a cabeça daquele que começou a barbaria.

Hoje lutamos pelo mesmo objetivo, em patamares diferentes claro, mas com o fundo propósito de luz, conforto ou direitos no mínimo iguais ao demais que ocupam melhores cadeiras. Se prossegue devagar, mas ainda assim se prossegue.

O personagem João Virgulino é altamente importante como o cego que nem nome tem, apenas usa um óculos azul e tem interesse em política, dando a feição de uma pessoa informada e despojada. Ambos personagens provocam os dois altos do texto; um indigna-se com a falta de luz mesmo estando no escuro e o outro a iniciativa de levar aos demais coragem o suficiente para se rebelarem contra aquela situação hostil. Por mais que seja um conto ou um fato isolado, a maneira como é narrado dentro de um contexto histórico e real para a época nos deixa a imaginar com fundos de verdade que o conto é significativo para um antigo retrato do pais e por que um retrato verídico. Ele expõe verdades tão atuais como injustiça, revolta e além de tudo brasilidade.

 
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