segunda-feira, 26 de novembro de 2012 0 comentários

Que se faça a Luz

Dissertação argumentativa sobre o conto de Alcântara Machado; "Apólogo Brasileiro sem Véu de Alegoria". (Trab. de facu)

link do conto: http://www.releituras.com/amachado_apologo.asp


Tão necessária e quase indispensável, a luz, ou a falta dela para ser mais exato, proporcionou uma confusão dentro do conto do nosso querido autor Alcântara Machado, que ao meu ver, indo mais a fundo; não foi só a falta de luz ou o simples comentário de um cego que causou tal "arranca-rabo" dentro de vagões do trem que seguia de Magoarí para Belém, foi além de tudo a falta de conforto expressado pelos personagens no interior dos vagões que nem luz se quer havia para iluminar as pobres vivas daquelas pessoas. Pode-se constar também a falta de tratamento humano para com o próximo que é bem descrito no conto.

A ironia do conto talvez seja o ponto alto do autor, pois a pessoa menos interessada no real motivo da confusão, o cego, que não notaria claridade ou escuridão, é que desencadeia uma confusão dentro do trem, jogando a primeira pedra para que outros passageiros se sentissem impulsionados a fazer algo a respeito, não que esse "fazer algo a respeito" fosse resolver o problema, mas em primeira instância era o que se tinha a fazer; revoltar-se contra a falta de conforto, a falta de valia para com eles que além de mal transportados, eram levados na escuridão da noite no balanço indeciso dos vagões daquele trem.

João Virgulino passageiro e um dos personagens argumentava o que fazer, explorava as opções e logo indagava outros passageiros perguntando o que fariam a respeito daquela situação escura e de trevas, um deles deu a opção de matar o chefe do trem e João logo rebateu que assim como eles o chefe do trem era pobre e não fazia sentido matá-lo, outro logo em seguida teve a idéia de se fazer uma passeata com banda e discursos, mas João Virgulino já em contrapartida disse que aquilo iria custar dinheiro, então sem mais opções, o próprio João rasga o banco de palhinha do vagão onde está e joga pela janela. As pessoas já exaltadas pela falta de luz acompanham João em seu ato de rebeldia e insatisfação, zombando e gritando enquanto praticam sua revolta.

Após não restar um banco de palhinha para contar a historia, o trem chega a seu destino e o ato é deflagrado na cidade, todos ficam sabendo, sai na mídia local, em jornais e cartazes: "Os passageiros no trem de Magoarí amotinaram-se jogando os assentos ao leito da estrada." Como a noticia percorreu a cidade, as autoridades não podiam deixar tal evento passar despercebido, então o delegado instaurou um inquérito onde foi procurar tal responsável pelo ocasionado. Perguntou a vários passageiros, mas somente um se propôs a falar sobre, tinha a bíblia no bolso e se declarava protestante. Perguntado para ele quem havia iniciado o motim, o mesmo logo foi dizendo: foi um cego! Sem tempo para explicar foi levado ao xadrez, uma vez que; com autoridade não se brinca.

Como um cego poderia ter iniciado um motim reclamando a falta de luz? Essa é a pergunta chave do conto. Todos nos sabemos que cego não vê luz, por que um desses se revoltaria contra a falta da mesma?

Aos que buscam resposta, deixo minha opinião com base não só no conto mas em inúmeros casos antigos e atuais, onde existem pessoas que lutam em prol de um objetivo, buscam um direito coletivo que não lhes é dado.

A injustiça ocorreu no texto quando levam o protestante que só disse a mais pura verdade; podemos tirar exemplo de injustiças cotidianas do nosso transporte publico, ou no simples ato de se falar a verdade, ou ainda no ato de "dedurar" o próximo, aquele que iniciou algo para o bem não só dele próprio, mas do "dedurador" inclusive, acaba sendo entrega a aqueles que não ligam para a falta de luz no transporte, querendo apenas a cabeça daquele que começou a barbaria.

Hoje lutamos pelo mesmo objetivo, em patamares diferentes claro, mas com o fundo propósito de luz, conforto ou direitos no mínimo iguais ao demais que ocupam melhores cadeiras. Se prossegue devagar, mas ainda assim se prossegue.

O personagem João Virgulino é altamente importante como o cego que nem nome tem, apenas usa um óculos azul e tem interesse em política, dando a feição de uma pessoa informada e despojada. Ambos personagens provocam os dois altos do texto; um indigna-se com a falta de luz mesmo estando no escuro e o outro a iniciativa de levar aos demais coragem o suficiente para se rebelarem contra aquela situação hostil. Por mais que seja um conto ou um fato isolado, a maneira como é narrado dentro de um contexto histórico e real para a época nos deixa a imaginar com fundos de verdade que o conto é significativo para um antigo retrato do pais e por que um retrato verídico. Ele expõe verdades tão atuais como injustiça, revolta e além de tudo brasilidade.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012 0 comentários

Estamos no meio



Não se pode começar sem dizer algo que faça sentido assim como não se pode acabar sem que o sentido retorne ao inicio de uma reflexão.
Vemos que toda história, conto, fato ou uma simples frase não tem inicio nem fim, todas as crônicas, bibliografias e tudo o que está por vir são meios de uma narrativa sem começo mas que aguarda um final que talvez nunca chegue.
"A nossa historia não é um filme que assistimos na semana passada".
Antes de te conhecer eu mesmo já tinha ido a escola e você já havia beijado seu primeiro amor.
Na roda da existência não se pode prever inícios e quem nos dera saber o final, estamos apenas compondo algo que vem sendo juntado, usado e jogado. Mesmo que tenha inicio para você, pode ser o fim na vida de outra pessoa; o divisor de águas para um desconhecido e por que não acreditar que o combustível para um mundo melhor.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012 0 comentários

As Fases

Quando o amor foi diagnosticado as pessoas passaram a ter crises nervosas e existenciais, só o que preocupava e preocupa até hoje é a vontade gritante de saber o que o outro, quase sempre do sexo oposto está fazendo. Claro que entre estes dois seres há de existir intimidade e olhares no mínimo de interesses carnais, não é necessário que se tenta um relacionamento ou algo que seja assinad
o muito menos dito, vejam por si só que o que realmente vale é o coração ou algo mais relacionado a fome mesmo.
Quando direcionamos ao coração, esse implanta a idéia em um dos parceiros, que seu companheiro está com outras pessoas em algum lugar que essa deveria estar sabendo com antecedência e até mesmo justificativa, em outras palavras, a pessoa que deseja saber está com sintomas de puro ciúmes, aquele que chega antes do amor para tentar alertar o que de fato está para acontecer, pode ser comparado ao “chato da festa”, que chama todo mundo para ir embora antes do final por que acredita que ninguém está interessado na sua pessoa, chega a ser triste essa situação. À principio o ciumento ou a ciumenta não admite, mas está claro para todos que ta rolando um sentimento.
Já na segunda fase do romance, o celulares de ambos são constantemente vibrados pelo enorme trafego de sms´s, com perguntas como: “aonde vc tá?”, “com quem?”, “fazendo o que?”. Criando um ambiente de intimidade entre o casal.
Na terceira fase ou "prova dos nove" como eu gosto de chamá-la, acontece após vários sms´s trocados, declarações, palavras de afeto e intimidades carnavalescas, nessa fase é colocado a prova o sentimento de ambos, pois o ciúmes volta a atacar e tenta alertar os indivíduos de que algo estar por vir, melhor para ambos ou diga-se de passagem algo extremamente ruim para um deles. Sem muitas alternativas dominados pela fome e a vontade de comer, ambos sedem a todas as ordens e a todas as chantagens emocionais, não conseguindo ordenar os pensamentos e caindo em desconfiança quando um deles simplesmente não retorna uma ligação ou não atende o celular; esse sentimento surge constantemente quando descobre-se que um dos dois mentiu ou omitiu alguma informação que quem deseja saber julga importante estar registrado no convívio do casal.
Nasce então algo degenerativo e pertinente que muitas vezes leva a lugares escuros e solitários. A não aceitação em admitir que o parceiro já não sente atração o suficiente para ficar “junto”, é a mesma coisa que “levar um soco” ou um “tapa televisivo” na cara; iguais aqueles dados em novelas com fundo musical de suspensa ou drama. A mesma desconfiança que leva pessoas ao declínio psicológico e pessoal leva outras a ter experiências amorosas, que por sua vez cria um escudo que ajudará o pobre coitado ou a meiga donzela em uma próxima aventura amorosa.
Mas como o velho ditado diz; “onde há fumaça há fogo”, não devemos duvidar da voz do povo, é necessário checar as eventuais circunstancias e “ver pra crer”, constatar que aquilo realmente não passa de um mal entendido ou de fato está acontecendo algo de errado. Caindo nesse ambiente a quarta fase é deixada para trás, poderíamos chamá-la de paixão ou até amor para alguns, só que sabemos que paixão e amor são coisas altamente distintas e próximas ao mesmo tempo, o que é compreensivo pois uma leva a outra, só que o amor dura mais é claro. Nessa fase as perguntas são freqüentes e geralmente em tom de voz alterado, os sms´s que antes afloravam sorrisos passam agora a incomodar e irritar à ambos.
A quinta e ultima fase poucos descobriram, muitos falam sobre e quase ninguém acredita na sua existência, mas ha quem diga que o amor vence sempre e quando ele chega é pra sempre. (PdV. Danilo H.)
segunda-feira, 22 de outubro de 2012 0 comentários

Mulheres! Quem são e o que querem?

De de mais a elas e ganhe de menos, de menos e talvez elas queiram de mais. Ainda que ganhem de tudo, simplesmente não estarão felizes se não houver sentimento, e para ganha-las de vez deixe junto uma dedicatória sincera e apaixonada, elas simplesmente sorriram sozinhas e brilharam os olhos.
Talvez elas sejam de fato, bobas, burras e choronas, mas ainda assim e
u as adoro, assumo isso sem problema nenhum, assumo também que não conseguiria viver sem uma companhia feminina; o problema é encontrar alguém que realmente vale a pena investir tempo, coragem e acima de tudo sinceridade! Afinal, eu as adoro, mas não posso oferecer tudo isso a todas, e ainda que pudesse não seria justo com elas, não seria justo comigo e menos ainda com o bom senso de ambos.
Encontrar alguém para dividir intimidades é realmente exaustivo e pertinente, por mais que se cruze com dezenas, centenas ou milhares de pessoas por dia, você nunca vai saber quem pode ser perfeito para você e ainda mais importante que isso, você nunca vai saber se é o numero da pessoa que você se sentiu atraído, seja por alguma coisa que ela está vestindo, pelo corte de cabelo, pela roupa curta ou pela tatuagem que lhe atraiu as duas cabeças. Você só terá certeza após conhece-lá, após haver trocar fluidos e pensamentos.
Quando deixamos de conhecer alguém, deixamos uma oportunidade para trás, deixamos uma porcentagem por menor que ela seja de encontrar uma pessoa interessante, por isso afirmo que a ausência de educação dispersa a ausência de simpatia que por sua vez afasta os elogios e a beleza que existe nele, na minha humilde opinião; prefiro as que dão sorrisos às que são fechadas e cheias de ego, prefiro as que cumprimentam desconhecidos às que erguem o pescoço e seguem dentro do seu mundo afora, prefiro as que fazem o que querem e com quem querem quando querem às que ficam fazendo fachada de boa moça para não deixar que falem dela no outro dia.
Mulheres autênticas não precisam de favores, não se iludem com promessas rápidas e quando escolhem alguém para trocar intimidades quase sempre é pra sempre. E não confunda intimidade com sexo ou pegação, associe intimidade a pensamentos íntimos e reais, coisas que você só conta para melhores amigos ou para você mesmo, por que no final de tudo a única coisa que o tempo deixa sobrar é a intimidade de uma boa conversa, a intimidade de uma troca de sorrisos e por mais ruim que seja, a intimidade de uma briga verdadeira e sufocante de algo que você já não aguentava mais
Talvez cruze com alguém que me remeta tais intimidades, enquanto isso continuo me perguntando; mulheres, quem são e o que querem? (PdV) Danilo H.
terça-feira, 11 de setembro de 2012 0 comentários

#pensamento

Fé e orgulho andam lado a lado.

A crença em acreditar que se está certo por tomar algumas atitudes ou alguns pensamentos é na verdade uma mentira sem tamanho. Essa fé se torna orgulho quando simplesmente se ignora a opinião alheia (achando certo ignorar ao invés de questionar), perguntar e tirar a duvida é o jeito mais simples de se obter algo que a pouco se tinha como desconhecido.

O conhecimento (antônimo de desconhecido) é abrangente e inquestionável, nada se torna novo sem ser criticado, nada se torna original sem ser questionado.

Sejamos sinceros!

Conhecimento sempre será acumulativo... (nada surge do nada), é necessário estudar e refletir, conhecer e dividir, imaginar e conseguir algo que para poucos é somente mera perca de tempo.

Se todos fossem espectadores o show não existiria, as cortinas não se abriam e os sorrisos não seriam sinceros.

Sempre há de haver quem pense pelo outros, sempre há de haver quem faça pelos outros e sempre há haver quem sofra pelos outros, e mesmo assim consegue-se sentir prazer nisso tudo; pois todos temos esperança, (certo?) sempre vamos acreditar em dias melhores e sempre estaremos dispostos a achar que isso realmente faz sentido (o positivismo nos trouxe até aqui rsrs) por que se não fizesse, não teria a menor graça continuar, não teria o menor sentido alcançar.

(Danilo H.)
 
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